
03 Dezembro 2011
(…)A qualquer momento
qualquer um
pode dizer: eu sou o Che.
Ou mesmo sem o dizer pode partir.
Ou não partir. Mas de qualquer modo
desaparecer.
Subir a uma montanha dentro de si
criar um foco
um centro de irradiação
tanto pode ser uma guerrilha
como um poema
ou um silêncio. Ou até
porque não
um amor secreto.
Ou simplesmente uma recusa.
Algo de diferente
um gesto que provoque uma alteração de ritmo
uma ruptura
uma súbita e nova relação mágica
consigo mesmo e com os outros.
Então é o Che.
Uma estrela na testa
uma insubmissão
um foco.
Um grande coração a bater em Ñancahuazú.
No centro do mundo
Em parte nenhuma.
Em toda a parte.
Manuel Alegre, in Che
“Em toda a parte!!”…
Memória do HuGo, o “nosso” Che




